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Dicas
de Fora de Estrada
por
Wallace M. Jr.
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Deve-se dirigir com os polegares da mão para cima e fora
do volante, principalmente se o veículo não tiver
direção hidráulica. A razão para isso
é que se a roda se chocar contra um tronco, um buraco ou
uma pedra grande, o volante pode girar violentamente prendendo
os polegares e até mesmo quebrando o dedo.
- Se
achar que vai precisar da tração ou de uma marcha
mais reduzida, acione antes que seja necessário.
- Dirigir
no fora de estrada é dirigir sem usar a embreagem. Pode-se
sair e parar com a marcha engatada. Coloque a primeira marcha
reduzida, ligue o veículo e não acelere. Simplesmente
deixe o veículo começar a andar lentamente. O motor
vai colocar o veículo em marcha lenta e ficará em
marcha lenta sobre obstáculos. Se o veículo morrer,
não use a embreagem e ligue o veículo. Em alguns
casos, pode ser necessário acelerar um pouco. Sem a embreagem
se tem mais controle sobre o veículo.
- Há
uma exceção à regra anterior: se o veículo
estiver muito pesado ou encostado em um obstáculo, e, se
o veículo não estiver conseguindo ir para frente
e se perceber que a ignição está sendo muito
forçada, então, deve-se usar a embreagem para não
descarregar a bateria ou queimar o motor de partida.
- Em
um bom veículo fora de estrada, velocidades e potência
não são necessárias. As marchas reduzidas
e a força do motor em baixa rotação, geralmente
fazem o veículo superar os obstáculos.
- Tão
ou mais importante que qualquer técnica é conhecer
as características e limitações do veículo
(e do condutor).
- Deve-se
ter muita atenção para saber em que direção
estão as rodas. Em alguns veículos é interessante
colocar um adesivo marcando a parte superior da direção
quando as rodas estão alinhadas para frente. Com a prática
se acostuma a contar quantas vezes se girou o volante.
- Olhar
em todas direções e antecipar o terreno a frente
é muito importante. Na duvida deve-se percorrer antes o
terreno a pé. Planejar passo a passo o caminho que se vai
percorrer.
- Em
regiões secas deve-se ter o cuidado para não atear
fogo na grama devido ao calor do escapamento.
- Ao
descer de morros e obstáculos deve-se evitar o uso dos
freios, usando sempre que possível o freio motor e sem
trocar de marcha. Se ao frear o veículo deslizar, vire
o volante para o lado que se está deslizando. Nunca dirija
transversalmente, procurando sempre subir ou descer em linha reta,
pois o veículo pode capotar. A maioria dos veículos
é capaz de vencer subidas e inclinações curtas,
mas não morros íngremes e longos. Sempre mantenha
as rodas no chão. Veículos fora de estrada não
foram feitos para voar e o controle e a tração só
é possível com as rodas em contato do chão.
Deve se dar mais potência ao iniciar a subida. Reduza a
velocidade ao se aproximar do topo. Se durante a subida o motor
apagar, engate a ré e desça de ré até
encontrar um lugar seguro para ligar o motor.
- Manter-se
sempre em movimento e a uma velocidade adequada, normalmente quanto
mais devagar melhor. Dirigir rapidamente só dificultará
a condução e desgastará o veículo.
O impulso certo e suave é a chave para o sucesso.
- Ao
passar sobre pedras altas deve-se procurar passar com os pneus
sobre as pedras e não com elas pelo meio do veículo,
pois, as pedras podem danificar o veículo.
- Se
começar a perder tração na areia ou barro,
vire o volante para um lado e para o outro, algumas vezes, rapidamente.
Isso geralmente permite que os pneus adquiram mais tração
e mantenha o carro em movimento. Se perder a tração,
pare. Não deixe as rodas patinarem, pois, isso vai fazer
que as rodas afundem ainda mais.
- Os
obstáculos como árvores e valetas devem ser de preferência
atravessados em ângulo (o ideal é 45 graus) passando
com uma roda por vez sobre o obstáculo.
- Todos
os equipamento de um veículo são importante, mas
os pneus afetam todo o desempenho do veículo. Pois os pneus
é que estarão em contato com o solo, transferindo
toda a ação do veículo para o solo.
- Todo
o veículo é projetado para determinadas funções.
Muitos realizam alterações e seus veículos
visando melhorar o desempenho. Normalmente isso acaba prejudicando
o desempenho do veículo, pois, o veículo é
um equipamento altamente complexo em que cada detalhe afeta o
conjunto. A indústria automobilística, que é
um dos segmentos da humanidade que mais visa o lucro, não
gastaria milhões de dólares no estudo e desenvolvimento
de um veículo se isso não fosse realmente necessário.
Então pessoas com nenhum ou pouco conhecimento técnico
realizam alterações objetivando um fim especifico
e se esquecem de como determinada alteração afeta
cada outro detalhe e desempenho do conjunto.
- Uma
das situações mais comuns é a troca dos pneus.
Essa aparente simples e segura alteração tem inúmeras
conseqüências. Normalmente opta-se por pneus de maior
diâmetro. Isso implica numa maior distância do solo,
que é interessante, mas diminui a redução
das marchas, o que implica numa menor força do veículo
para vencer os obstáculos, num menor efeito do freio motor,
desloca o centro de gravidade do veículo, que implica num
maior facilidade de capotamento (tanto lateral como frontal ou
traseira), diminui a capacidade de tração em subidas
e decidas já que a projeção do centro de
gravidade no solo se vai dar mais para fora do veículo,
afeta todos os esforços e geometrias da suspensão,
etc.
- Quando
fizer um passeio fora de estrada, procure sempre ir em dois ou
mais veículos devidamente equipados para o tipo de dificuldade
que deve-se encontrar.
Ter telefone celular e rádio (PX, PY ou VHF) é sempre
recomendado.
Deixar avisado o caminho que pretende percorrer e a hora de retorno
é sempre importante.
Quando fizer trilha em quatro ou mais veículos, deve-se
ordenar os veículos de forma que os dois veículos
mais capazes sejam o primeiro e o último do comboio (e
que estejam equipados com rádio para controlar o andamento
do comboio). Procurar também colocar a frente de um veículo
pouco capaz, um veículo que tenha capacidade de reboca-lo.
- Ao
rebocar um veículo, se certifique de ancorar o veículo
em local devidamente preparado para isso.
- Antes
de iniciar qualquer trilha, tenha certeza que a manutenção
do Jipe esteja em dia, encha o tanque de combustível, leve
sempre água, lanche, agasalhos e capa de chuva.
Freqüencias
de Rádio
por
Wallace M. Jr.
Nascida
de uma sugestão na JipeNet (lista de discussão de
Fora de Estrada) feita pelo Norberto Dias de Belo Horizonte -
Minas Gerais, a lista das freqüências de rádio
mais utilizadas em cada região.
Canais
de PX/PY:
-
Canal
5 do PX é utilizado pelos camioneiros em todo o Brasil.
-
Canal
16 do PX é utilizado nos estado de São Paulo e
Rio de Janeiro pelo pessoal de fora de estrada.
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A
freqüência 144.440 do PY é utilizado nos estado
de São Paulo e Rio de Janeiro pelo pessoal de fora de
estrada
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